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Por dentro do jogo: The Elder Scrolls Online (ESO)

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ESO

Neste artigo vamos descrever um pouco de um dos mais esperados MMORPGs dos últimos tempos desde seu lançamento em abril de 2014. Eu digo isso, pois a espera não foi pelo lançamento em si, mas sim pelo dia em que decidiram abolir a cobrança mensal. Hoje, ESO não é mais pago mensalmente, embora exista essa opção (em troca de uma "mesada" de moedas especiais), você pode comprá-lo num “one time fee”, pagar uma só vez, e pronto, jogar à vontade. Vamos analisar vários aspectos do jogo, inclusive sobre conteúdo pago e o magnífico sistema PVP adiante.

O que tem para fazer em Elder Scrolls Online? Participe de uma batalha entre três exércitos como um poderoso guerreiro, mago, assassino ou templário. Não importa a escolha de sua classe, você ainda poderá usar o tipo de armadura que preferir, usar uma espada mesmo sendo mago, ou um staff mesmo sendo guerreiro, tudo depende de treinamento e estratégia. E poderá comprar seus equipamentos dos vendedores do jogo, de outros jogadores, ou "faça você mesmo", criando o equipamento que quiser, com o estilo que preferir. Escolha entre a aliança dos elfos (Aldmeri Dominion), dos nórdicos (Ebonheart Pact) ou dos bretões (Daggerfall Covenant), cada qual com seus fiéis aliados, entre os quais estão os Khajiit, o povo felino dos desertos, os Argonians, répteis dos pântanos, e os Orcs, que dispensam introduções, não é mesmo?

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Descubra todo um continente belíssimo esperando para ser explorado. Você levará muitos dias para conhecer todo o território só da aliança em que nascer, e ainda mais tempo para o resto do mundo. Faça missões imersivas, encontre livros divertidos de ler que podem ser pura história ou mesmo te levar a tesouros escondidos, e busque livros especiais para um seleto grupo de bibliotecários, a Guilda dos Magos, que são mais do que aparentam ser. Batalhe contra demônios e seus soldados cruéis, libertando o povo de Tamriel de ser escravizado por Molag Bal, o senhor das mentiras.

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Tamriel é o nome do mundo do jogo “The Elder Scrolls Online” (ESO), a versão online multijogador da saga The Elder Scrolls, uma produção da empresa Bethesda. ESO, porém, foi desenvolvido pela parceira Zenimax, por essa ter mais experiência no ramo dos jogos online do que a Bethesda, conhecida por seus jogos single-player mais famosos da série Fallout e Elder Scrolls, na qual consta o mais recente The Elder Scrolls V: Skyrim (talvez esse último você já tenha ouvido falar, se você é gamer, muito provavelmente).

O jogo “The Elder Scrolls Online” é um MMO baseado na história da série Elder Scrolls, e se passa por volta de um milênio antes das histórias de Oblivion e do retorno dos dragões em  Skyrim (você não encontrará dragões em ESO, mas verá coisas bem parecidas). Aqui, você define quem seu personagem será, com uma boa parte da liberdade encontrada em Skyrim, adaptada ao mundo dos jogos online.

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Existem diversas missões “principais” a completar, a mais importante é a história da qual o seu ou sua personagem irá participar logo no início, a partir do tutorial. Nela você se juntará a companheiros na luta contra o próprio demônio (Daedra) senhor das mentiras, Molag Bal. Não podemos esquecer da missão da guilda dos magos, durante a qual você conhecerá outro Daedra divertidíssimo, o Príncipe da Loucura, Sheogorath. Existem missões de menor duração a cada esquina do jogo (quase literalmente), e muitas delas são tão imersivas quanto as maiores, divertidas, ou mesmo trágicas, e podem envolver escolhas difíceis por meio das quais você, o jogador, poderá decidir qual a moral do seu ou sua personagem.

Além das muitas missões de cada reino e os diversos Daedra que você pode acabar topando, existem outros aspectos a se explorar: Os Dungeons, que são locais perigosos nos quais você precisará de um grupo de até três amigos para explorar, lutando contra diversos inimigos que serão sempre colocados no seu nível, e então, é claro, enfrentar os Bosses, os chefões, que vão de enormes demônios a vampiros sanguinários (e sim, em ESO, você pode se tornar um vampiro, ou até um lobisomem, caso deseje, e se curar de ambas as “doenças”, caso prefira voltar ao normal).

E tem ainda o PVP. Tamriel está dividida em quatro áreas, três delas não possuem PVP, são as áreas de cada aliança (você decide de qual participar no começo do jogo, ao criar seu personagem, mas poderá viajar por todas elas quando atingir o fim da missão principal), e a quarta área, que se chama Cyrodiil, o centro de Tamriel, antes a capital de um poderoso império, agora uma grande região de guerra e conflito. Cyrodiil é o cenário do jogo TES IV: Oblivion, mas está quase irreconhecível pela guerra e a falta de diversas cidades que não foram construídas ainda. É lá, em Cyrodiil, que você irá ajudar o seu exército, composto de camaradas jogadores e jogadoras, a vencer as outras duas alianças inimigas que estarão, igualmente, jogando contra duas, a sua e a outra.

O PVP de Elder Scrolls Online é, devo dizer, uma obra prima. Existem diversos objetivos diferentes em um grande mapa, voltados para um objetivo principal: Conquistar as fortalezas do centro do mapa e, com isso, coroar um imperador que venha da sua aliança. Ele será o jogador que tiver mais pontos no ranking. Após ser coroado, o imperador só perderá o posto caso as outras alianças consigam tomar todas as fortalezas ao redor do centro do mapa, onde fica a cidade imperial.

PVP

Conquistar uma fortaleza não é fácil, ainda mais se um bom grupo de inimigos estiver protegendo-a. É preciso estratégia, um grupo de companheiros e companheiras experientes e equipamento de sítio. Sim, estou falando de catapultas, balistas e aríetes que você poderá controlar e usar para derrubar muralhas, destruir portas e, claro, jogar fogo no meio do exército oponente! Para defender uma fortaleza, pode contar com tudo isso e ainda despejar óleo fervente de cima das muralhas. Cada fortaleza é rodeada por um fazenda, uma madeireira e uma mina. Tomar estes recursos é muito mais fácil e impede que os jogadores da aliança que detém a fortaleza se teletransportem para ela a partir de outras fortalezas, ou seja, menos reforços inimigos. Quando seu personagem é vencido em combate, você não perderá nada além de tempo, pois terá de renascer em outro lugar e cavalgar de volta ao local da batalha. Mas um dos seus aliados ainda poderá usar um cristal especial chamado "Soul Gem" para te reviver ali mesmo, no campo de batalha, e garantir que sua equipe não fique desfalcada.

Além de tomar fortalezas, existem os Elder Scrolls (sim, do nome do jogo). Eles estão presentes nos outros jogos da Bethesda, são conhecidos como fontes de enorme sabedoria, capazes de prever o futuro, mas qualquer um que ousar lê-los tornar-se-á cego em pouco tempo. Os Scrolls, no PVP, nada mais são que bandeiras, no melhor estilo “Capture a bandeira”. É preciso um grupo muito capaz para tomar um Scroll dos templos fortificados onde eles ficam, mas tomar e manter um Elder Scroll vale muitos pontos, e o mais difícil na tarefa de captura-los é que, ao abrir o mini-mapa, todos os jogadores conseguem ver onde está o scroll e, doravante, quem o carrega será perseguido por todos os inimigos para impedi-lo.

Agora aos aspectos financeiros do jogo. Existem diferentes moedas: A básica e mais utilizada é o Gold, o ouro para comprar a grande maioria das coisas, seja de lojas ou de outros jogadores nas guildas de mercadores. Ouro compra melhorias para seu cavalo, e compra alguns tipos de cavalos. As missões sempre premiam em ouro e várias delas recompensam também com itens, normalmente equipamentos, e às vezes equipamentos especiais e skill points. Esses skill points são trocados por habilidades para o seu personagem, e você ganha um a cada nível que avançar, como recompensa de missões e também por feitos heróicos no campo de batalha. Falando em campo de batalha, temos outra moeda: os Alliance Points (ou APs), que são conquistados pelas suas vitórias no PVP. Essas vitórias incluem tomar fazendas e outros recursos, conquistar fortalezas, roubar um Elder Scroll inimigo e, claro, derrotar outros jogadores. Com Alliance Points você compra equipamentos de sítio (Siege Weapons), e existem outros items muito poderosos nos níveis mais avançados que custam uma boa quantia de Alliance Points. Uma nova expansão do jogo que abrirá a cidade Imperial no PVP trará um novo tipo de moeda, são cristais que podem ser tirados dos oponentes mortos. De resto, NENHUM item é perdido quando se morre no jogo, nem gold, nem equipamentos, nada. Matar um jogador não lhe dá acesso aos itens dele. Porém morrer nas áreas não-PVP do jogo danifica os seus equipamentos, o que custará ouro para reparar.

E então temos a moeda paga com dinheiro de verdade: Crowns, coroas. Com as crowns você compra itens especiais, mas a Zenimax não deixou esse sistema injusto, como é o caso de muitos jogos por aí. Pagando caro, você poderá ter alguns benefícios, como um item consumível que te faz ganhar experiência mais rápido por um período de tempo. Porém existem itens consumíveis que fazem o mesmo, poções de experiência, que podem ser produzidos com ingredientes acessíveis por aí, e compradas com ouro. Pessoas do mesmo nível que você não terão acesso, por meio das crowns, a armas mais poderosas do que o nível permite para quem não paga, nem nada disso. Você pode comprar cavalos estilosos com crowns, mas pode comprar cavalos com gold. Pode deixar seu cavalo mais rápido, forte, com maior capacidade de carregar items com crowns, mas com gold também. A diferença é que com crowns você consegue as coisas mais rápido, mas com gold conseguirá os mesmos benefícios se trabalhar por isso.

Os níveis dos personagens são divididos entre nível normal e nível veterano. O nível normal vai de 1 a 50, e então chega-se no nível veterano, que vai de 1 a 16, com a nova expansão. Os veteranos não podem entrar em um dos servidores PVP, exclusivo para os jogadores de nível 10 a 50, o que permite um jogo bastante justo. Ganhar nível não é um processo muito demorado, enfim, eles acertaram em equilibrar o jogo entre os mais experientes e os novatos, assim como entre os que pagam mais e os que apenas compraram o jogo. A maior diferença entre quem decidiu adquirir crowns e quem não quis pagar o preço, são alguns itens estéticos, vestidos de noiva por exemplo, um cavalo que pega fogo, um cavalo de gelo, um leopardo… só são diferentes dos cavalos normais na aparência, pois ambos precisam de treinamento para ganhar maior velocidade, força e capacidade de carregar peso.

Não falta nada em Elder Scrolls Online, é uma viagem incrível e cheia de aventura. Os jogadores se organizam em Guildas próprias, que podem ter diversas finalidades, eles podem escolher fazer uma guilda apenas para organizar grupos de PVP, ou uma guilda de mercadores, uma guilda de pura zoeira, ou todas as opções em uma guilda só. Podem compartilhar um cofre de banco pertencente á guilda, onde todos depositam o que não usam para quem precisar. Um mago que conseguir uma espada pode doá-la ao banco da guilda, enquanto um guerreiro pode muito bem encontrar diversas runas de encantamento, e fazer o mesmo, pegando a espada em troca. Assim todos podem se ajudar ou competir como bem entenderem, é a liberdade em Tamriel, onde os personagens podem até mesmo escolher a vida de ladrão, e claro que podem pagar caro por isso nas mãos da justiça dos guardas das cidades.

E por enquanto é isso! Espero que tenham gostado do artigo =)

Sheogorath

 

Jornalista com interesse nas áreas de filosofia, política, economia e ativismo social. Bastante convicto que não existe imparcialidade em nenhum meio de comunicação, declara sua posição em prol da ética e dos direitos humanos. Defende que o modelo econômico cartalista explica o real funcionamento da economia mundial, mesmo quando ortodoxos visam impor uma visão ilusória para defender, por trás dos panos, que a renda se dirija aos detentores das dívidas nacionais e do grande capital. Defende uma política socialmente liberal, que proteja os indivíduos das forças de mercado, totalmente oposto ao conservadorismo moral, político e econômico. A existência do comércio livre é desejável para os consumos variáveis do dia a dia, porém os bens de subsistência devem ser regulados firme e dignamente pela democracia, como bens da República. Saúde pública e Educação gratuita universal de qualidade, mídia livre e distribuição de renda até um nível de vida agradável a todos, isso deveria ser o básico do básico para guiar qualquer visão econômica. Infelizmente não é.

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