O novo ecossistema jornalístico na Cibercultura

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 Teoria da Comunicação Social nas Redes 

O ecossistema jornalístico se transformou. Aumentando sua esfera de atuação para as novas mídias e fazendo uso das ferramentas virtuais, levando as informações aos usuários da rede. Já o jornalismo tradicional, diferente da mídia alternativa (e quem sabe para se diferenciar dela) decidiu demorar mais para entender onde estava se metendo.

“Crise” é um termo que, de maneira geral, representa o momento em que um dado funcionamento, sistema, que sempre funcionou bem, acaba sendo colocado num novo contexto, ou contexto diferente de antes, que demanda um novo sistema, um novo funcionamento. Os gerentes do sistema se percebem com duas opções: mudar, se adaptar e revolucionar, ou permanecer em crise, recorrendo a paliativos, na espera que, talvez, o velho contexto retorne e sua adaptação não se faça necessária. Em ambas as opções ele corre o risco de falhar, porém caso busque se reinventar adaptando-se ao contexto, o veículo decide por fazer o que lhe cabe, ao invés de esperar que o mundo mude ao seu redor.

A mídia alternativa chegou lá mais rápido, o motivo carrega consigo o nome de um ideal presente no setor alternativo de comunicações ainda antes da chegada da internet: O Progressismo. A busca, justamente, de acompanhar o progresso do contexto, assim como incentivá-lo. O oposto, conservadorismo, prefere manter o status quo do contexto e, se ele progredir, o conservadorismo pode se tornar reacionário, procurar retornar o contexto ao ponto anterior.

Isso vale tanto para as confrontações políticas da sociedade como um todo, quanto da inserção e compreensão, por parte dos jornalistas deste século XXI, do contexto em que se encontram quando decidem se relacionar com a internet e compreender a atual cibercultura. A crise é clara, cada redação de cada grande veículo de comunicação está, nas últimas semanas, cortando suas equipes pela metade, demissões em massa.

Autonomia, difusão do conhecimento, liberdade e colaboração em rede, tudo isso pode guiar a produção das notícias. Pois embora a mídia tradicional tenha aprendido a levar as informações para a Rede, falta ainda muito aprender, para os jornalistas tradicionais, aquilo que os alternativos já nasceram sabendo: Como retirar informações da Rede, como se organizar em Rede, ao invés de inserir seu sistema dentro da Rede, criar seu sistema em rede.

Por mais que o tradicional digitalize seus impressos, seus vídeos e busque produzir belos artigos multimídia, eles ainda seguem o funcionamento linear, ainda são o velho sistema conservador tanto nas ações quanto atitudes. Uma elite de poucos tem acesso ao velho sistema, são aceitos por ele, em pleno momento de comunicação não mais para as massas, mas vinda das massas. Se um veículo só quer ouvir poucos, corre cada vez mais o risco de que ao falar, será ouvido só por poucos. Ouvir as vozes da Rede é essencial, e os veículos da mídia tradicional voam por cima dessas vozes, quando os veículos alternativos navegam por meio delas, trazendo um pouco delas consigo quando entregam a notícia.

Não há como conhecer a cultura de um país de fato, sem andar dentre seu povo, vivenciar suas tradições. Bom, não há como conhecer muito da cibercultura, sem vivenciar de fato o ciberespaço.

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Jornalista com interesse nas áreas de filosofia, política, economia e ativismo social. Bastante convicto que não existe imparcialidade em nenhum meio de comunicação, declara sua posição em prol da ética e dos direitos humanos. Defende que o modelo econômico cartalista explica o real funcionamento da economia mundial, mesmo quando ortodoxos visam impor uma visão ilusória para defender, por trás dos panos, que a renda se dirija aos detentores das dívidas nacionais e do grande capital. Defende uma política socialmente liberal, que proteja os indivíduos das forças de mercado, totalmente oposto ao conservadorismo moral, político e econômico. A existência do comércio livre é desejável para os consumos variáveis do dia a dia, porém os bens de subsistência devem ser regulados firme e dignamente pela democracia, como bens da República. Saúde pública e Educação gratuita universal de qualidade, mídia livre e distribuição de renda até um nível de vida agradável a todos, isso deveria ser o básico do básico para guiar qualquer visão econômica. Infelizmente não é.

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