Natalixo

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O nosso lixo natalino continua em algum lugar de nossa cidade
Lixo na Guanabara (Foto: Global Garbage / Reprodução)
Festas de fim de ano. Ceias + presentes + embalagens = lixo. A rotina diária de jogar o lixo “fora” ganha mais importância nesses dias. O cidadão educado tem o cuidado de não jogá-lo nas calçadas ou nas ruas, mas sim de separá-lo para a coleta municipal. Mas quem disse que o nosso lixo é jogado “fora”? Ele continua no município, mas longe de nossa visão. Na maioria dos municípios brasileiros, ainda funciona o chamado “lixão”, um local onde são despejados todos os resíduos coletados, orgânicos ou não. Multiplique o seu lixo pela quantidade de habitantes de sua cidade; imagine, ainda, os restos de restaurantes e comércio; agora pense num terreno que receba tudo isso, e na contaminação de solo, água, ar e doenças. Outra boa parte dos municípios dispõe de aterro controlado e uma minoria, de aterro sanitário. Isso significa que o lixo é coberto e o líquido que escorre dele é tratado, dentre outras providências paliativas. Apenas paliativas, porque o solo continuará sendo usado e demandando cada vez mais espaço para depositar as sobras humanas. Nossos restos continuam no município, ocupando espaço, propagando doenças e podendo contaminar o que bebemos e comemos. É como o ícone “lixeira”, do computador: não adianta jogar um vírus para lá, pois ele continuará infectando a máquina. O melhor é evitar. Mas o Natal já passou e a primeira parte do estrago já está feita – o consumo -, então é hora de tratar o lixo em nossas casas. Embalagens diversas podem ser reutilizadas. Garrafas pet e potes de sorvete podem virar vasos. Restos orgânicos viram adubo grátis – basta colocá-los, cobertos por terra e folhas secas, num balde de lixo ou algo parecido. Em casa ou no apartamento. E, se faltar ânimo para “perder” alguns segundos jogando o lixo em casa, que tal perder alguns minutos visitando o lixão de sua cidade?
Texto escrito por 
Rogério Alvarenga
Editor de publicações da UFSJ 
Coordenador do projeto de extensão UFSJ Bioagradável 
Especialista em Educação Ambiental (UFJF), bacharel em Jornalismo (UFBA) 
Outros textos: blogdocontratonatural.blogspot.com

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