Moda escrava: quem não te conhece que te compre

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Andamos pelas lojas de shoppings e raramente nos perguntamos de onde vem o que compramos. Pagamos caro para ostentar marcas. Queremos parecer interessantes, antenados, estilosos. Viramos cabide para as mais importantes grifes. Sem saber como certos produtos são produzidos, acabamos financiando o trabalho escravo contemporâneo. Sem querer querendo. Mas a ignorância nem sempre é uma benção. Sim, a escravidão ainda sobrevive e muitas vezes não nos importamos em sequer fiscalizar ou pesquisar mais sobre o que compramos.

“É preciso deixar claro que a escravidão não é uma realidade apenas de áreas rurais e isoladas. Ela está por toda a parte. Às vezes, bem mais próximo do que se imagina”, afirmou Luiz Machado, coordenador do projeto de combate ao trabalho escravo da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Algumas marcas da indústria têxtil como M.Officer, Zara, Marisa, Pernambucanas, C&A, Collins, Gregory e Ellus sofreram denúncias de trabalho escravo.

“As grandes marcas terceirizam a produção, que quarterizam e quinterizam. Ou seja, quanto mais perto da ponta, mais explorados são os trabalhadores. Na maioria das vezes, em situações degradantes e insalubres”, disse Machado.

Ainda segundo ele, negros e nordestinos são alvos recorrentes do trabalho escravo, bem como imigrantes.

“Os imigrantes são mais vulneráveis porque, como estão irregulares no país, têm medo de recorrer às autoridades e acabam sendo coniventes, o que dificulta a atuação dos fiscais”, explica Machado.

Pensando neste problema, a equipe Vero organizou uma campanha de conscientização acerca de consumo. Nosso primeiro vídeo atenta sobre tal questão. Ajude-nos a fomentar o debate comentando, partilhando e escrevendo a respeito. 🙂

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