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Definindo Gênero: um conceito racional, científico e filosófico

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Não, gênero não é somente biológico, sexo é biológico,  sexo é parte do corpo. Ok, vamos explicar por partes. Não estou propondo uma discussão sobre o conceito de sexo, podemos pensar em vários significados, mas aqui digo que usarei essa palavra nesse sentido, e não em outros, essa definição é um princípio para explicar com maior precisão o que são os conceitos de sexo, sexualidade, e gênero, e por qual motivo gênero é uma definição perfeitamente racional para o significado que lhe foi dado por filosofas feministas famosas, como Simone de Beauvoir e Judith Butler, e vou explicar o que aprendi lendo-as. Inclusive, é interessante como a mentalidade machista em muitas pessoas do tipo “não sou machista, tenho até umas amigas mulheres!”, costuma levar ao rápido  desprezo pelas mulheres na filosofia. Vindo muitas vezes de quem se considera “humanista”, é curioso esse desprezo, pois o que as teorias feministas em questão buscavam era a liberdade de um povo, uma liberdade íntima e uma liberdade pública, direitos iguais íntimos e públicos para toda a sociedade, isso segue preceitos do mais alto grau ético e racionalista. Mas temo que, pelo visto, olhando para a sociedade como ela vem se portando, isso deve ser pedir demais de alas conservadoras sutis ou extremas. Ou será que eles podem ver razão? Prossigo esperando que sim.

           Definimos então sexo como a configuração sexual de um corpo humano no sentido material, carne e osso, sangue, nervos, e muitos etcs biológicos. Essa configuração se dá no campo da matéria, e não do campo das ideias. Ela envolve coisas relacionadas à pura percepção do mundo físico exterior, em atrações sexuais, prazeres desse sentir,  que é o sexo.

Sexualidade porém não é a mesma coisa que sexo. conceberemos sexualidade enquanto algo (não tudo) que parte da natureza de cada ser humano, a sexualidade inclui em peso a configuração biológica do corpo (outras coisas também, como a agressividade). Ela se relaciona muito com o sentir, ela se relaciona também com o expressar. Ela é sem dúvida uma das causas do gênero específico de cada um. As pessoas, por efeito da sexualidade e do sexo, possuem diversos impulsos pessoais que no cotidiano podemos considerar mais ou menos ligados à sexualidade, coisas sutis, coisas explícitas. A agressividade também se expressa de formas sutis ou mais explícitas. E não podemos considerar que durante o dia a dia, temos sentimentos puros substituídos por outros sentimentos puros, somos uma “mistura” emocional. É algo sensual, não no sentido erótico da palavra, mas no sentido de algo que parte das sensações internas e externas que temos ao longo do tempo do dia e de nossas vidas inteiras, as diversas sensações que possuem efeitos biológicos em nossos corpos. Fácil de entender, não?

A sociedade, porém, não pensa assim, ela não espera que o sexo e a sexualidade possam causar a personalidade diferente em cada um dos seres humanos que existem. Uma enorme quantidade de pessoas expostas a uma infinidade de diferentes vidas em sociedade. Os seres humanos, assim como criaram a imagem de um Deus, criaram uma imagem de homem e uma imagem de mulher, que podemos dizer que são inspiradas em fatos reais. Então escreveram isso em romances, em ficções, em sensacionalismo ou moralismo biográfico da história da humanidade, pintaram isso em quadros, apontaram isso em poemas, músicas, e claro, não poderia faltar em uma espécie curiosa como a nossa, escrevemos isso em livros sagrados.

E veja, podemos ou não aderir ao uso da palavra gêneros, ambas as opções são pontos de vista possíveis na realidade. Digamos que o conceito de gênero, formulado no mundo das ideias, pode ser visto como um identificador de padrões e então produtor de categorias. De forma geral, concebemos que Gêneros são o conjunto de técnicas que a realidade da vida de cada pessoa lhe ensinou, tanto por motivos de sexo e sexualidade, quanto pelo ambiente no qual ela viveu, a sociedade, a família, as memórias. Cada pessoa aprende essas técnicas que variam de ideias a imitações de comportamentos observados, e utiliza-as para se expressar, não somente para a sociedade, mas também para si mesmo. Afinal, a sexualidade e o sexo estão ligados ao sentir, e uma pessoa acordada e consciente sente a si mesma o tempo todo. Podemos citar, por exemplo, as técnicas que a sociedade considera como “técnicas de homem”, e as “técnicas de mulher”. Mas existem incontáveis gêneros individuais de fato, cada pessoa possui seu próprio e único conjunto biológico, história de vida, podemos dizer que cada pessoa possui o seu próprio gênero. Ou podemos jogar todas as técnicas em um só pote e dizer que todas as pessoas pertencem aos muitos gêneros humanos, é outra utilização da palavra. Somente uma inversão lógica. Faz sentido? É a mente humana que identifica padrões e inventa, com o poder da nossa capacidade de formulação, palavras, palavras que identificam categorias, categorias que organizam nas ideias determinados conjuntos de técnicas, e consideram como generos. Nesse ponto, gênero” aproxima-se muito de sua etimologia.

Podemos conceber duas visões de gênero, em relação à sua etimologia. Uma, os comportamentos genéricos da humanidade, vindos da biologia ou da sociedade, cujos grupos generalizados são incentivados a compartilhar de muitas técnicas, naturalmente ou artificialmente, isso é, nós expressamos nossos gêneros pessoalmente, cara a cara com outras pessoas, e o que observamos nos outros muitas vezes nos afeta. E artificiais, a sociedade, a partir de suas instituições, também nos afeta com os padrões retransmitidos que ela mais utiliza.

Como visto, podemos tentar “categorizar” os gêneros de grupos de pessoas por identificarmos padrões, algo que é de nossa natureza curiosa. Mas no fim, é mera categorização, e o mundo teórico pode ter se inspirado nas categorizações, catálogos de padrões, dos filósofos antigos, mas estamos falando de bilhões de indivíduos, com bilhões de histórias de vida únicas. Não é equivocado identificar padrões na realidade, é um método básico de compreendê-la, mas precisamos ir além. As pessoas, os seres humanos, não são números, é preciso conceber a individualidade de cada pessoa, de todas as pessoas, para navegar o ramo das ciências humanas. Gênero é algo pessoal, algo único, e não pode ser considerado como apenas os efeitos da biologia na história de vida de cada pessoa, mas também os frutos dos aprendizados que nossa mente e corpo retiram da realidade vivida, e deve ser dada a devida importância para esse segundo fator, assim como se dá à biologia.

Não é nada sábio ignorar a biologia, assim como a física, a química, e todas as ciências que explicam a natureza da matéria. Mas da natureza humana fazem parte também os conceitos, as sinapses. Sinapses são causadas por reações biológicas, mas seus efeitos vão muito além: as sinapses causam as ideias, como descobriu a neurologia. Alguns ignoram os limites da ciência ao afirmarem que a alma causa as ideias, em pleno século XXI. No caso desses que ignoram a ciência, podemos explicar seus casos dizendo que as sinapses vindas dessas pessoas causaram a ideia de alma fora do corpo. O que veio antes, o ovo ou a galinha? As sinapses nos seres vivos, ou o conceito de alma nas concepções das culturas humanas?

Gênero não é uma ideia equivocada. Muito menos irracionalmente formulada. O conceito de gênero é, em si, uma criação humana, para conceber a forma como  categorizamos padrões de comportamento humano. As causas dos gêneros vão desde efeitos e reações da biologia do corpo ao meio ambiente, e expressões dessa biologia, definitivas da sexualidade, quanto também técnicas aprendidas em sociedade, que podemos conceber melhor enquanto consistentes do gênero. Dentre essas técnicas não poderiamos deixar de levar em conta as técnicas que são muitas vezes impostas pela sociedade, pelo reducionismo burocrata da realidade utilizado para gerenciar suas instituições. No caso podemos, para facilitar, atribuir a ideia de nação quando me refiro a sociedade, para concebermos sistemas mais concretos de imposição, ela existe em democracias e ditaduras ao redor do mundo, existe em socialismos e liberalismos ao redor do mundo, o conjunto dos pensamentos da espécie humana é fluido, ele cai por sobre toda estrutura de sociedade que buscarmos inventar, pois nós inventamos estruturas de sociedade para que possamos viver. Ou seja, impregnamos qualquer teoria política com nossa própria humanidade. Fazer política é, essencialmente, lidar com a natureza humana. Disso se segue que nossa natureza enquanto indivíduos é causada em muitos níveis pela biologia de nossos corpos, que, em sua relação com o ambiente, gera muitos traços pessoais distintos em nós. E, logo, a sociedade, a nação, são compostas pelos traços, ideias, conceitos, atitudes, comportamentos do conjunto de todas as pessoas.

Muitos conceitos diferentes, não é? É um assunto bastante complexo.

Este ponto é importante: As pessoas no poder utilizam muito, como método burocrático, a categorização de todas as pessoas da sociedade para fazer política. Grupos políticos utilizam, muito, a generalização de grupos opostos para gerar espantalhos que consistem de tudo o que o moralismo de um grupo despreza. E digo despreza, pois se fosse mera discórdia de ideias, não haveria generalização, mas sim identificação e avaliação de questões singulares, ou seja, debate de ideias, e não julgamentos de pessoas.

O problema da categorização, enquanto método para se informar sobre quais políticas implementar, é que quando se trata de política, nós sempre vamos impregnar qualquer ciência com nossas humanidades.

Tentamos ao máximo de nossas boas intenções, enquanto espécie, desenvolver a ética política para que isso possa servir ao nosso desenvolvimento enquanto espécie, a categorização é uma ferramenta nas mãos de quem sabe interpretar os dados em pesquisas diversas por exemplo. Porém muitas vezes, quando a ignorância ou más intenções são majoritárias no poder, uma moral individualista e de visão limitada, ou seja, que categoriza mas não compreende a individualidade de todos, busca pregar seus ideais de verdade, suas doutrinações impostas sobre a ética. E trata-se de um moralismo absolutista que, não importa se usa argumentos racionais, é completamente indiferente à importância das ciências sociais, da capacidade de empatia, do debate racional entre ideias. E quando digo empatia, não quero simplesmente dizer ser compreensivo com outra pessoa, mas sim ser capaz de conceber uma espécie humana composta por bilhões de indivíduos, onde todos devem ser iguais perante a lei e perante a ética. Mas novamente, isso é esperar demais do nosso século.

Utilizar a palavra gênero para conceber diferentes personalidades humanas compostas de tudo o que cabe em um cérebro é cabível. Mas impor uma padronização dos gêneros que você compreende, você, que possui a sua visão de mundo pessoal que parte do seu próprio sujeito, impor o que você acha que os gêneros devem ser, quais sexos e sexualidades encaixam em quais categorizações de gênero, e legislar em nome de sua visão pessoal? É isso que está profundamente errado. A busca por criar identificações de gênero para todas as pessoas em uma sociedade somente é válida enquanto método de obtenção de informações, mas não enquanto imposição moral. Muitas pessoas concordam em se incluir em um determinados definições de gêneros, mas isso deve ser feito voluntariamente.

Acho que agora deu para entender o que é o gênero, e como este conceito se relaciona com a realidade concreta de nossas existências no universo. E como é preciso ter cuidado com ele. Se você não quer chamar de gêneros, então chame de um dos muitos efeitos das sinapses, de conjuntos dos afetos e trejeitos humanos partindo da biologia para o campo das ideias, a partir de todas as nossas formas de sentir, por nossa capacidade de manifestarmos o que somos das maneiras mais diversas possíveis. As sinapses que compõem o que chamamos de gênero existem, mas desaconselho que as pessoas sejam julgadas pela origem de suas sinapses.

Jornalista com interesse nas áreas de filosofia, política, economia e ativismo social. Bastante convicto que não existe imparcialidade em nenhum meio de comunicação, declara sua posição em prol da ética e dos direitos humanos. Defende que o modelo econômico cartalista explica o real funcionamento da economia mundial, mesmo quando ortodoxos visam impor uma visão ilusória para defender, por trás dos panos, que a renda se dirija aos detentores das dívidas nacionais e do grande capital. Defende uma política socialmente liberal, que proteja os indivíduos das forças de mercado, totalmente oposto ao conservadorismo moral, político e econômico. A existência do comércio livre é desejável para os consumos variáveis do dia a dia, porém os bens de subsistência devem ser regulados firme e dignamente pela democracia, como bens da República. Saúde pública e Educação gratuita universal de qualidade, mídia livre e distribuição de renda até um nível de vida agradável a todos, isso deveria ser o básico do básico para guiar qualquer visão econômica. Infelizmente não é.

1 Comment

  1. HOMOSSEXUALIDADE A TEORIA DO ENGANO

    O que é ciência ?
    ‘’Ciência’’
    Conhecimento atento, e aprofundado de algo.

    Corpo de conhecimentos sistematizados adquiridos via observação, identificação, pesquisa e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos, e formulados metódica e racionalmente.

    O que é teoria ?
    ‘’Teoria’’
    Conjunto de regras ou leis, mais ou menos sistematizadas, aplicadas a uma área específica.
    Conhecimento especulativo, metódico e organizado de caráter hipotético e sintético.

    Definição de ciência : Ciência é um ramo de estudo, ligado a um corpo de verdades, apresentadas com fatos, classificados sistematicamente, mais ou menos ligados, e apresentados sob leis gerais, e que incluem métodos que possibilitem descobertas de novas verdades dentro do mesmo domínio, a ciência utiliza a observação a experimentação, a formulação de hipóteses, previsibilidade e controle.
    A observação e a experimentação são os pontos chaves do método cientifico, o paradigma, o modelo e o padrão da ciência, portanto sem observação e sem experimentação não pode haver ciência.
    O que é opinião ?
    É a ideia confusa acerca da realidade e que se opõe ao conhecimento verdadeiro.
    Ânus :
    Nos seres humanos, o ânus é o orifício no final do intestino grosso por onde são eliminadas as fezes e gases intestinais. Portando fica claro que o ânus não é um órgão sexual.
    Uma determinação genética, anatômica, biológica, química, física, acontece uma única vez, na formação do DNA.
    O socialmente e culturalmente conhecido como sexo anal, não pode ser defendido como um ato sexual natural, pois não está previsto em nenhuma lei da natureza no corpo humano, o ânus não sendo um órgão sexual, quando é utilizado para outras finalidades que não seja a sua única, e exclusiva finalidade biológica, é uma anomalia, podemos dizer que no ato homossexual o ânus é atacado, e violentado, portanto é um fenômeno social e cultural, mas que não pode ser entendido e compreendido como sendo algo natural, que pertence a uma lei da natureza.
    A finalidade de cada um dos nossos órgãos está muito clara e definida, cada órgão do corpo humano tem suas funções, cumpre suas funções, você pode ver isso em uma aula de anatomia do corpo humano. Um adendo, o ânus não produz hormônios sexuais, não produz libido, toda a ciência que já foi mencionada aqui desmonta qualquer argumento, opinião que defenda a pratica homossexual como sendo algo natural da espécie humana. Considerando os nossos instintos, o nosso instinto natural é procurar uma parceira para se reproduzir, e somos capazes de tudo para defender e proteger a nossa prole, é o que mostra a história humana que sobrevive dentro do meio ambiente porque respeita suas limitações.
    Nós devemos observar a anatomia do corpo humano, observando individualmente o corpo da mulher e do homem, veremos que existem muitas diferenças anatômicas e gerais, quando se faz uma analise peculiar dessas diferenças, é possível ver claramente que o homem é formado para se unir única e exclusivamente a mulher, e que a mulher é formada para se unir única e exclusivamente ao homem, embora sejam diferentes, todos os seus órgãos sexuais são feitos para completar um ao outro, a mulher tem o óvulo, o útero, todos os músculos do canal vaginal, toda a sensibilidade e as reações químicas são exclusivas para o ato sexual com o homem, o testículo masculino, e toda sua estrutura servem exclusivamente para mulher, isso fica muito claro observando as diferenças e similaridades, que demostram na anatomia e na experiência da relação de um homem com uma mulher, que um foi feito para o outro.
    Só existe duas possibilidades para os argumentos homossexuais, ou eles desacreditam totalmente na ciência, ou eles tem uma má intenção de proliferar e disseminar suas práticas e suas ideias, ignorando e combatendo todas as leis da natureza, e toda a verdade.
    Os autores dessas opiniões parecem querer enganar os próprios homossexuais, quando escondem a verdade cientifica para eles, querendo impor suas opiniões, querem transformar suas opiniões confusas e sem fundamentos em verdades sociais e cientificas, induzindo os gays e a sociedade a acreditar que eles provaram e comprovaram suas ideias, eles querem destruir os fatos conhecidos cientificamente para criar uma sociedade com uma sub consciência homossexual, querem aniquilar e eliminar toda lógica, e racionalidade humana, para viver apenas por estímulos, estímulos que eles chamam de desejos, mas que na verdade tem sua origem na imaginação, no pensamento, pense agora apenas filosoficamente, já pensou o que seria da humanidade se todos nós realizássemos tudo o que nós pensamos, tudo o que imaginamos, já pensou quais seriam as consequências se materializássemos todos os nossos pensamentos, pior do que realizar um pensamento errado, é tornar o que está na sua imaginação um desejo, um vicio, um estilo, um comportamento e por fim uma personalidade, e muitos desses pensamentos são estimulados por uma publicidade homossexual que está em todos os órgãos de cultura, para promover na mente das pessoas o homossexualismo.
    Se você teórico homossexual discorda de tudo que descrevi para as pessoas tomarem ciência da verdade, então você pode provar que a sua pratica é uma condição determinada pelo DNA, fique a vontade para comprovar através dos métodos científicos, se você for capaz.

    Considerações finais: a finalidade desse texto é promover uma racionalidade nos leitores, promover o seu auto conhecimento, e promover as verdades cientificas comprovadas.

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