Comunicar pra revolucionar

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Arte - page 2

As Crônicas de Solin (parte I)

Arte/Crônicas/Literatura por

Por Erickson Oliveira Ao sol poente nasce mais uma estrela, morre mais um cometa Fui concebido nas sombras desse mundo Afogado em fogo, carbono e enxofre Mergulhado no sangue do estupro Vindo do pior pecado capital Foi da pureza virgem e imaculada Que minha progenitora sucumbiu ao terror E ao medo – jazia em si um único desejo Morrer e levar consigo seu último anseio Não aceitavas o fim que lhe coubera a vida Impura acordou naquele dia De um pesadelo o qual não poderia suportar Tantas e tantas vezes senti em seu ventre Seu desespero, Seu desprezo Por minha…

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Pedacinho de Deus

Arte/Crônicas/Literatura por

Feliz dia do “Vem limpar a mesa! Tá pensando que sou tua empregada, é?” Feliz dia do “Acaba com essas bebedeiras e arruma uma namorada” aí o cara arruma e fala que vai casar e escuta “Essa menina não presta, meu filho. Vi nos olhos dela. Arrume uma moça da igreja. Tem tanta moça boa por aí. Essa não é pra você”. Feliz dia do “Vai ficar até quando nesse negócio de escrever poesia, meu filho? Poesia não enche barriga. Sabe o Fabinho, filho da Vera? É advogado, tem carrão, mora em condomínio na estrada da ponta negra.” Dá vontade…

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The Art Of Leo Dias De Los Muertos

Arte/Cinema/Decoração por

Confira na entrevista abaixo um pouco sobre a história de vida do artista plástico gaúcho Leo Dias e o magnífico universo de horror que há por trás de suas obras, repletas de intensidade e sentimento. Hölle Carogne: Conte-nos um pouco sobre a sua historia de vida, falando sobre a pessoa, o homem e o artista Leo Dias. Leo Dias De Los Muertos: Eu sou filho de um arquiteto com uma contadora. Nasci em 1976 e cresci idolatrando o Muppet Show, assim como Spectreman, Robô Gigante, histórias em quadrinhos e desenhos animados. Como tinha acesso a todos os materiais artísticos em casa,…

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Holden em 2016

Arte/Literatura por

Holden Caulfield não é do fundão como os outros caras. Quando aparece nas aulas, o que é raro, escolhe logo a primeira carteira. Não tem paciência pra nada. Joga o corpo de péssimo humor, desconfortável, como se a madeira lhe esmagasse os ossos. Com os dedos finos e ligeiros reclama aos montes via smartphone. Eu sei disso porque eu tenho Holden como amigo no Facebook. Se trocamos algumas palavras pessoalmente foi muito. Mas a gente é da mesma sala, então é quase um dever social nos termos numa lista virtual mútua. Não entendo como um cara com tantos seguidores consegue,…

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O CARRASCO QUE DESEJAVA ROUBAR O MISTERIOSO OVO DE LISPECTOR

Arte/Literatura por

Clarice Lispector é autora consagrada, mesmo que em vida nunca tenha apreciado o título. Enquanto internautas distribuem suas frases soltas (nem sempre de sua autoria) como pílulas de autoajuda, os apreciadores de sua arte sabem que não há como citar Clarice sem uma pincelada de melancolia. Clarice é, em quaisquer cores, admirada. Mas nem sempre foi assim. Críticos de arte existem nas mais variadas formas; lembrando que a palavra crítica, neste caso, não tem necessariamente um peso negativo. Dentre eles, Clarice cita Sérgio Milliet. (Primo de segundo grau do meu atual namorado, Octavio Milliet. Que coincidência!) Sérgio, orgulho da família,…

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MULHERES NA PRODUÇÃO DE LITERATURA FICTÍCIA

Este breve texto é baseado em observações e leituras acerca das mulheres na produção de literatura fictícia, tomando como base o pensamento de Virginia Woolf e trazendo essas implicações para o contexto das mulheres no Brasil, sobretudo as mulheres pretas e pobres. Ao me debruçar sobre a obra de Virginia Woolf “Um teto todo seu” passei a refletir sobre todas essas mulheres na produção de literatura fictícia e outros gêneros e o discurso pejorativo em torno do termo “academicismo” nas discussões sociais. O que uma coisa tem a ver com a outra? Buscarei responder a pergunta na medida em que…

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esqueça o título

  A primeira questão que me ocorreu, ao terminar o livro de contos Sexo e amizade, de André Sant’Anna (Companhia das Letras, 2007), foi esta: como um livro de qualidade tão rara pode ter um título tão ruim? Verdade seja dita, títulos não são o forte na obra desse autor: Amor (1998), Sexo (1999), Amor e outras histórias (2011). Era novembro de 2019 quando encontrei Sexo e Amizade na estante da Martins Fontes da Rua Dr. Vila Nova. Eu já tinha ideia de quem era o autor, guardava boas impressões das poucas espiadas que dei em sua prosa. Depois de me horrorizar com o…

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A Arte de Yuri Seima

A Arte do curitibano Yuri Seima impressiona porque, além de muito original, está repleta de conceitos ligados às suas crenças e ideologias pessoais. Pode-se notar em sua obra traços de um Universo Místico, ligado à psique do artista. Yuri Seima se desvela de forma magnífica e nos conta como iniciou no caminho da Arte, quais são suas maiores influências e inspirações, além das técnicas que utiliza. Ele nos revela, com grande entrega, o que o move a criar e nos leva a um Universo Mágico: cheio de caminhos, de símbolos, de arquétipos… Conheça o trabalho deste artista que transforma seus sentimentos mais…

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Por trás da neblina, há esperança?

Prefácio Cultural por

Filme: Paisagem na neblina (Topio stin omichli) Diretor: Theodoros Angelopoulos País: Itália, França, Grécia Ano: 1988 Trilha sonora: Eleni Karaindrou Trailler: http://www.youtube.com/watch?v=FN6jCZXp1Ok Eu tinha uns dezoito anos e nenhum conhecimento formal a respeito de cinema quando deparei com esse monumento da imagem e do som. Foi numa dessas vazias sessões de retrospectiva (no caso, do cinema europeu dos anos 80), no Cine Lumière (hoje Cine UOL Lumière).  O título, o cartaz, a nacionalidade, tudo – e de uma vez por todas – me chamou a atenção. Entrei naquela sala e mergulhei no filme para dele nunca mais sair. Paisagem na…

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“Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios”, de Beto Brant e Renato Ciasca

Prefácio Cultural por

Beto Brant é o tipo de diretor com quem mantenho uma fidelidade quase canina. Vi a maioria de seus filmes no cinema e, mesmo sendo ultimamente um cinéfilo mais amigo das sessões caseiras – na tv ou dvd – que das salas de exibição, na primeira oportunidade que tive fui assistir ao Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios.  Trata-se de uma adaptação do romance homônimo de Marçal Aquino. Dizer qual dos dois é melhor – o livro ou o filme – é bastante difícil. É também inútil: o filme é uma obra à parte. Claro que explorar a…

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