Comunicar pra revolucionar

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Literatura - page 2

O CARRASCO QUE DESEJAVA ROUBAR O MISTERIOSO OVO DE LISPECTOR

Arte/Literatura por

Clarice Lispector é autora consagrada, mesmo que em vida nunca tenha apreciado o título. Enquanto internautas distribuem suas frases soltas (nem sempre de sua autoria) como pílulas de autoajuda, os apreciadores de sua arte sabem que não há como citar Clarice sem uma pincelada de melancolia. Clarice é, em quaisquer cores, admirada. Mas nem sempre foi assim. Críticos de arte existem nas mais variadas formas; lembrando que a palavra crítica, neste caso, não tem necessariamente um peso negativo. Dentre eles, Clarice cita Sérgio Milliet. (Primo de segundo grau do meu atual namorado, Octavio Milliet. Que coincidência!) Sérgio, orgulho da família,…

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MULHERES NA PRODUÇÃO DE LITERATURA FICTÍCIA

Este breve texto é baseado em observações e leituras acerca das mulheres na produção de literatura fictícia, tomando como base o pensamento de Virginia Woolf e trazendo essas implicações para o contexto das mulheres no Brasil, sobretudo as mulheres pretas e pobres. Ao me debruçar sobre a obra de Virginia Woolf “Um teto todo seu” passei a refletir sobre todas essas mulheres na produção de literatura fictícia e outros gêneros e o discurso pejorativo em torno do termo “academicismo” nas discussões sociais. O que uma coisa tem a ver com a outra? Buscarei responder a pergunta na medida em que…

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esqueça o título

  A primeira questão que me ocorreu, ao terminar o livro de contos Sexo e amizade, de André Sant’Anna (Companhia das Letras, 2007), foi esta: como um livro de qualidade tão rara pode ter um título tão ruim? Verdade seja dita, títulos não são o forte na obra desse autor: Amor (1998), Sexo (1999), Amor e outras histórias (2011). Era novembro de 2019 quando encontrei Sexo e Amizade na estante da Martins Fontes da Rua Dr. Vila Nova. Eu já tinha ideia de quem era o autor, guardava boas impressões das poucas espiadas que dei em sua prosa. Depois de me horrorizar com o…

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Por trás da neblina, há esperança?

Prefácio Cultural por

Filme: Paisagem na neblina (Topio stin omichli) Diretor: Theodoros Angelopoulos País: Itália, França, Grécia Ano: 1988 Trilha sonora: Eleni Karaindrou Trailler: http://www.youtube.com/watch?v=FN6jCZXp1Ok Eu tinha uns dezoito anos e nenhum conhecimento formal a respeito de cinema quando deparei com esse monumento da imagem e do som. Foi numa dessas vazias sessões de retrospectiva (no caso, do cinema europeu dos anos 80), no Cine Lumière (hoje Cine UOL Lumière).  O título, o cartaz, a nacionalidade, tudo – e de uma vez por todas – me chamou a atenção. Entrei naquela sala e mergulhei no filme para dele nunca mais sair. Paisagem na…

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“Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios”, de Beto Brant e Renato Ciasca

Prefácio Cultural por

Beto Brant é o tipo de diretor com quem mantenho uma fidelidade quase canina. Vi a maioria de seus filmes no cinema e, mesmo sendo ultimamente um cinéfilo mais amigo das sessões caseiras – na tv ou dvd – que das salas de exibição, na primeira oportunidade que tive fui assistir ao Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios.  Trata-se de uma adaptação do romance homônimo de Marçal Aquino. Dizer qual dos dois é melhor – o livro ou o filme – é bastante difícil. É também inútil: o filme é uma obra à parte. Claro que explorar a…

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Presente

Crônicas por

Eu havia ido a uma livraria em um shopping para fazer hora enquanto esperava minha namorada sair do trabalho, então sai da livraria e fui comprar um sorvete, uma menina reparou no meu colar feito a mão, ela abordou-me com a mãe e perguntou aonde o havia comprado, eu brinquei com ela e disse que não havia sido comprado; – É um presente! Foi dado a mim por uma fada da floresta, um símbolo de amizade verdadeira. – Eu quero um, como consigo um também? – Oras, é muito fácil, basta que seja gentil com a natureza ao seu redor…

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Profissional de números e amante de letras

Arte/Cultura/Entrevistas/Literatura por

“Técnico em Eletrotécnica, Bacharel em Matemática, atuando como Analista de Sistemas, casado e com dois filhos”. Essa poderia ser uma definição simplista da vida de Ademir Moreno Aguilar, mas, por trás de seus olhos claros e seu sorriso espontâneo, há muito mais do que um mero homem trabalhando com as ciências exatas. Ele ganha a vida com os números, mas tem sua verdadeira paixão nas letras: escreve livros infantis, contos e crônicas por puro prazer. Sua história com a escrita vem de muito cedo, mas começou para valer quando ele estava no cursinho. Acostumado aos textos burocráticos das redações de…

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A cada acorde que passa

Arte/Crônicas/Literatura por

“Devo acordar…” em semissono penso, questão de sobrevivência do pouco de Ser consciente que surge tão cedo de manhã, numa hora que só mesmo a mais doente das sociedades pode fazer um animal tão preguiçoso como o homem acordar. Os olhos tontos fechando as pálpebras que mal se tocam, e na mente soniferada, poucos segundos passam. Mas no relógio, meia hora queimou-se em vão, como se a Terra rodopiasse ao seu bel prazer, e não segundo alguma lei da física. É nesse tipo de meia hora que dura segundos de olhos fechados que se decide a chegada adiantada ou a…

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Para incentivar leitura, projeto registra pessoas e seus livros no metrô de São Paulo

Arte/Literatura por

Por Ana Elisa Santana / Fonte: Portal EBC Em tempos de tecnologia à palma da mão, quem ainda prefere os bons e velhos livros de papel chama a atenção por onde anda. E foi prestando atenção em quem aproveita o tempo de trajeto do metrô para ler que quatro amigos criaram o projeto “Tem mais gente lendo”, no qual mostram pessoas e seus livros para festejar, cultuar e apoiar o gesto da leitura nos espaços públicos. A ideia sugiu há cerca de dois anos, quando o jornalista Sérgio Miguez criou a hashtag #temmaisgentelendo. E no início de 2014, o também…

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Tipo Assim

Literatura por

– Portanto, “gênero” é uma coisa e “tipo” é outra. Uma aluna expôs suas axilas com o propósito de questionar. A professora fez um gesto ocidental com a cabeça, designando: “desembucha”. – Tipo assim, eu tenho uma dúvida… Eu, tipo, ainda não entendi a diferença, sabe? Se “tipo” é variável, como sei se não é “gênero”? Os alunos se entreolharam. A menina parecia que vinha de um filme francês. Sua franja no meio da testa lembrava Amelie Poulain. Se Tim Burton fosse francês, ela certamente seria uma de suas personagens. A professora virou-se, caminhou pela sala e olhou o texto…

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