As palestras sobre construções sustentáveis estão me fazendo querer fugir de casa. E agora?

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Estou inscrita no Coneeco, 1º Congresso Online de Eficiência Ecológica e já tô pensando em fugir de casa. Por quê? Eu moro em São Paulo, então convivo com falta d’água, poluição, transporte caótico, mercado de trabalho insano. Estou no epicentro da sociedade individualista brasileira.
Então, Coneeco me apresentou alternativas lindas. Não é utopia, tais mudanças já estão sendo implementadas no Brasil e no mundo. As palestras que eu mais curti foram as de biomimética, do Ricardo Mastroti, e a “Modelo de Ocupação Habitacional Sustentável” do Juno Rocha.
Eles me devolveram esperança na humanidade. Não estou brincando. O futuro é mesmo agora. Sabe o que biomimética? Mastroti ensinou. De modo simples: trata-se de imitar a natureza e fazer construções incríveis e sustentáveis.
Mastroti diz que é importante mudar nosso olhar para natureza como recurso e passar a enxergá-la como fonte de estudo, de informações. “Imitar” a natureza é o que vai nos salvar de nós mesmos! Durante grande parte da história ocidental, a humanidade depravou a natureza. A biomimética é exatamente o oposto disto. As tecnologias apresentadas por Mastroti já estão disponíveis ou estarão em breve. O exemplo mais incrível é a dos prédios que coletam água e respiram. SIM.

Imagem: Coneeco/Reprodução 

Além disso, ele apresentou um projeto que promete regenerar o deserto do Saara e muitas construções. Algumas lembravam esponjas e tinham estruturas tão leves que pesavam menos que o ar contido nelas. Mastroti também falou a respeito das impressoras 3D que irão ajudar a construir edifícios sustentáveis inteiros utilizando várias técnicas da biomimética. Ele disse que será possível imprimir cristais que mudam de cor ^^

O que mais me encantou foi uma frase que Mastroti disse: “Na natureza tudo é bonito mas tem a eficiência atrelada”. É verdade. Não basta ser belo, tem que ser eficiente! Esta palestra super vale ser assistida, tem muitos outros detalhes.

Outra palestra que eu simplesmente amei e achei muito prática foi a do Juno Rocha.

                                                         Imagem: Coneeco/Reprodução 

Rocha apresentou os princípios para atingir a sustentabilidade. Basicamente, o planejamento de comunidade deve ser visto para o coletivo, não para o individual. Ou seja, deve promover a integração e estar atento às necessidades do ser humano numa comunidade. São elas: trabalho, alimento, educação, esporte, segurança, artes (liberdade de expressão), saúde. Rocha pontuou que o trabalho próximo de casa aumenta a qualidade de vida e o tempo livre da pessoa, o que é essencial. Ele também diz que é importante produzir alimento localmente, sem veneno. Hoje dia, em grandes centros urbanos como São Paulo, é quase impossível encontrar comida sem agrotóxico.
Eu curti também quando ele afirmou que escolas de hoje em dia não produzem conhecimento. Para ele, o processo de educação é ultrapassado: professor falando, alunos recebendo informação e prova para constar se você é apto ou não. Ele defende a educação regional que estuda as necessidade locais com uma vivência maior entre a criança e o dia-a-dia.
Rocha está trabalhando numa ecovila que visa ser autossustentável financeiramente, ou seja, os moradores tiram sua renda da terra. Ele deu detalhes a respeito.

Eu recomendo mesmo que você adquira o pacote Ouro do Coneeco para ter acesso a todas as palestras e poder assistir quando e como quiser. 😉
Eu mesma estou super feliz ao ver tantas iniciativas interessantes que visam o futuro da humanidade. Minhas esperanças foram renovadas e já estou com vontade de fugir de São Paulo e tentar uma vida numa ecovila. Quem sabe um dia…

Jornalista em formação. Fundadora da Ou Seja e blogueira. Meio Lia, meio Lua, prefere flores no cabelo a diamantes no pescoço.

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