A digitalização do consumo: até onde vai?

em Geek por

Desde sua invenção, a escrita sempre foi uma parte inseparável da história humana. E como qualquer criação humana, ela sofreu várias mudanças ao longo dos tempos. De pedra foi para papiro. Do papiro organizou-se livros manuscritos, e no século 15 foi criada a imprensa de Gutenberg. Alguns séculos mais tarde temos a internet. Pode-se perceber um padrão nesta história toda : a leitura tornou-se mais e mais conveniente e acessível com o passar dos tempos, e nesse momento da história, estamos à frente de mais uma grande mudança na leitura: a possibilidade da completa substituição do papel.

De fato, E-Books já estão conosco à alguns anos, e seu surgimento já chegou a causar discussões entre leitores. Alguns acham que é um avanço que veio para ficar, outros afirmam que eles nunca poderão verdadeiramente substituir um livro de papel, ou até que o uso estendido deles causa vista cansada.

Sim, de fato, a tecnologia é relativamente nova ainda, e ela ainda está a evoluir. Tem seus lados bons e ruins. Mas, apesar disso, deve-se manter em mente que a expansão dos E-Books são um sintoma de um movimento muito maior em nossa sociedad : a digitalização de conteúdo. Do mesmo modo que livros de papel estão sendo substituídos, outros produtos sofrem este mesmo efeito. Filmes são acessados instantaneamente no conforto de sua poltrona por iniciativas como o Netflix, ou jogos são comprados e baixados digitalmente por distribuidores como o Steam, GOG ou Origin.

E além dessa facilidade de acesso quase que instantânea, estes produtos quase sempre tem um preço menor do que aqueles de caráter físico. Para quem tem um E-Reader, uma conexão pela internet ou um computador é muito mais fácil acessar o conteúdo, em vez de ter que sair de casa para adquiri-lo. E além disso, não ocupa tanto espaço. É claro que estes produtos ainda não são acessíveis a todos ainda, mas o livro de papel não foi tão diferente em sua gênese. Livros eram raridades. Caros, e geralmente encomendados com antecedência.

Enfim, o progresso tecnológico humano continua, e esta tecnologia nova tenta se adaptar às preferências do público. É possível que a digitalização de produtos acabe por se tornar obsoleta no futuro. Mas do jeito que as coisas estão indo no momento, este blogueiro acredita que é provável que estes produtos físicos tornem-se itens de colecionadores e aficionados, não dissimilares ao Vinil, ou máquinas de escrever. Tudo depende da capacidade dos produtores de usufruir desta técnica, e da resposta dos consumidores.

E você? Acha que vale a pena?

1 Comment

  1. Eu acho que vale bem a pena a digitalização dos produtos, ao menos pensando à curto prazo.

    Eu mesmo tenho um e-reader e posso dizer que é uma agilização e tanto na minha vida de leitor. Até mesmo a compra de um livro é facilitada, tendo de esperar menos de 24 horas para baixar o livro e me deliciar com ele. Isso sem mencionar os piratas. Tem sites ótimos que formatam o livro direitinho a fim de caber confortavelmente nos readers.

    Contudo…devo dizer que ainda nada se compara ao cheiro do livro novo, à percepção tátil das páginas e da capa, da espessura do livro etc.

    Acho que assim como ocorreu com o rádio após o surgimento da TV, a tecnologia no papel vai continuar, mas TALVEZ assumindo um papel minoritário somente.

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

*